Linha 22-Marrom do Metrô terá duas estações no Butantã, incluindo uma dentro da USP
São Paulo, junho de 2026 — O projeto da futura Linha 22-Marrom do Metrô de São Paulo prevê duas estações no bairro do Butantã: uma na Avenida Vital Brasil e outra dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP). Mas há uma peculiaridade já gerada de debate entre moradores e especialistas em mobilidade: a futura Estação Vital Brasil não terá conexão física com a Estação Butantã da Linha 4-Amarela, que fica no mesmo corredor viário.
O que é a Linha 22-Marrom
A Linha 22-Marrom é um projeto do Metropolitano de São Paulo que prevê a ligação entre a região de Cotia, na Grande São Paulo, e a Estação Sumaré, na Linha 2-Verde, passando por Osasco e pela Zona Oeste da capital. Será completamente subterrânea, com trens menores do que os atuais e cerca de 29 km de extensão e 19 estações.
A linha está atualmente na fase de elaboração do projeto básico, com o traba-lho conduzido pelo Consórcio Systra Prime 22 desde 2023. Em meados de 2025, o Metrô relou a licitação para investigações geotécnicas e sondagens do subsolo ao longo do traçado, um passo fundamental antes do início das obras. Em janeiro de 2026, o Metrô já dava início às desapropriações necessárias para viabilizar o projeto.
As estações previstas no Butantã
Conforme o anteprojeto divulgado pelo Metrô, a Linha 22-Marrom terá duas para-das no distrito do Butantã:
- Estação Vital Brasil: localizada na Avenida Vital Brasil, a futura estação ficará próxima à Estação Butantã da Linha 4-Amarela, mas sem conexão física direta entre as duas linhas, segundo informações divulgadas pelo Via Trolebus e confirmadas por outras fontes especializadas em transporte.
- Estação USP: uma estação prevista dentro do próprio campus da Universidade de São Paulo. Esta novidade, revelada em maio de 2026 pela Veja SP, seria uma grande conquista para os estudantes, professores e funcionários do campus, que hoje precisam caminhar até 20 minutos da Estação Butantã até os prédios centrais da universidade.
A polêmica da falta de integração
A ausência de conexão física entre a futura Estação Vital Brasil (Linha 22) e a atual Estação Butantã (Linha 4-Amarela) é um dos pontos mais debatidos do projeto. Especialistas em mobilidade urbana alertam que a falta de integração física entre as linhas reduz a eficiência do sistema e obriga os usuários a realizar uma baldeacão ao ar livre, o que pode ser um fator de desconforto.
Para moradores da região, no entanto, a chegada de uma segunda estação de metrô na Avenida Vital Brasil é bem-vinda independentemente das restrições técnicas. O corredor concentra uma série de equipamentos importantes, como o Instituto Butantan, o Hospital Universitário, a Faculdade de Saúde Pública e vários institutos da USP.
O traçado completo pela Zona Oeste
Dentro do município de São Paulo, a Linha 22-Marrom terá 10 estações:
- Sumaré (conexão com a Linha 2-Verde)
- Teodoro Sampaio
- Faria Lima
- Hebraica-Rebouças (conexão com a Linha 9-Esmeralda)
- Vital Brasil (Butantã)
- USP (dentro do campus)
- Rio Pequeno
- Jardim Esmeralda
- Monte Belo
- Jardim Boa Vista
A linha segue depois para Osasco e Cotia, com mais 9 estações.
Cronograma e expectativas
Ainda não há data definida para o início das obras. O Metrô afirma que o empreendimento está na fase de projeto básico, e 2026 é considerado um ano decisivo para o avanço do processo licitário. Declaracões de parlamentares chegaram a citar o início das obras em 2028, mas a empresa ainda não confirmou essa data oficialmente.
A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo incluiu a Linha 22-Marrom como prioridade na carteira de expansão da mobilidade urbana. Quando concluída, a linha deverá beneficiar centenas de milhares de moradores de Cotia, Osasco, Butantã e bairros da Zona Oeste de São Paulo.
O que muda para o Butantã
A chegada da Linha 22-Marrom ao Butantã deve ter impactos significativos na região:
- Valorização imobiliária: histórica e empiricamente, a construção de novas linhas de metrô eleva os preços dos imóveis nos arredores das estações
- Acesso ao campus da USP: a estação dentro da Cidade Universitária facilitará enormemente a mobilidade de estudantes e funcionários, reduzindo o uso de ônibus e carros no interior do campus
- Desafogamento do trecho Linha 4: a distribuição entre duas estações próximas tende a reduzir a superlotação na atual Estação Butantã
- Integração metropolitana: a conexão direta com Osasco e Cotia abrirá novos fluxos de trabalhadores e moradores para o bairro
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